Conectados, mas dispersos!
- Ana Carla Toscano
- 10 de set. de 2024
- 2 min de leitura

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a população mundial chega a 8,2 bilhões de pessoas e estima-se que até o final do século consigamos atingir 10,2 bilhões. Em 2019 quase 1 bilhão de pessoas , considerando 14% dos adolescentes do mundo, apresentavam algum tipo de transtorno mental. O suicídio foi o causador de uma a cada 100 mortes e 58% desses suicídios ocorreram antes dos 50 anos. Para quem gosta de números, eis a estatística posta.
Hoje conversando com a minha irmã @dancristavares1981 falamos sobre a dificuldade que as pessoas têm em perceber ou até mesmo buscar se aproximar do outro quando este outro demonstra não estar bem emocionalmente. Ouço frequentemente dizerem que a minha facilidade em dialogar e me aproximar das pessoas vem da minha profissão: sou psicóloga clínica. É bem verdade que aprendemos na faculdade técnicas que facilitam a condução de um diálogo difícil, delicado, mas lá não nos ensinam como sermos humanos. Isso nós aprendemos sendo na convivência com o outro, ainda na tenra idade.
A pergunta que precisamos nos fazer é: em que momento abandonamos a nossa conexão com as pessoas de um modo em geral? O que nos leva a estarmos ao lado delas e não percebermos a angústia, a tensão, o sofrimento que as atravessam? Não me orgulho em viver no primeiro planeta à esquerda como costumava dizer meu irmão @carlostctavares. Antes disso me entristece ver que ainda que amontoados e virtualmente conectados, seguimos "desplugados" da nossa humanidade. Ao contrário do que se pensa, não é necessário o curso de psicologia para nos fazer ter boa vontade, ter um olhar diferenciado e atento. A compreensão empática nos ajuda; o exercício da generosidade nos impulsiona; a gentileza salva. Na maioria das vezes ao observarmos que alguém está reagindo diferente do que normalmente age, basta dizer: "não sei o que houve, mas gostaria que soubesse que estou aqui e que pode contar com o meu apoio quando quiser". Experimenta! É de graça, pode acreditar.



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